E fomos hoje à consulta.
Do resultado da laparoscopia o Dr. S. foi curto e directo, como eu gosto. "Dificilmente conseguirão uma gravidez espontânea. Uma das trompas está totalmente obstruída, e a outra é muito pouco permeável, correndo um grande risco - se eventualmente conseguirem uma gravidez natural- de uma gravidez ectopica."
Segue-se a FIV, como já tinhamos falado em Junho.
Novo espermograma para o M. que já fomos marcar e ficou para dia 25 de Outubro. E análises diversas.
Para mim apenas uma nova análise de 3ºdia, e um cataterismo uterino a marcar assim que a menstruação aparecer.
Depois o processo poderá iniciar-se. E mesmo tendo de esperar algum tempo, já que somos seguidos no SNS o Dr. S, falou para o início do próximo ano.
Mas estamos bem. Felizes. Com respostas. Com um caminho traçado. Com etapas a seguir.
E com o virar de mais uma página nesta nossa caminhada com uma enorme esperança de que em breve, certamente, teremos o(s) nosso(s) filho(s) nos braços.
(E no dia em que soube que dificilmente conseguirei gerar uma vida sem a ajuda de PMA, foi o dia em que decidi (finalmente) dar vida, e me inscrevi como dadora de medula óssea!)
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Dos ultimos tempos...
Muitas coisas se passaram desde a ultima vez que aqui escrevi.
O ultimo tratamento não deu qualquer resultado. Os óvulos eram excelentes, as análises mostravam que estava tudo perfeito para levar uma gravidez avante. Mas, apesar de termos feito tudo "direitinho", mais uma vez o periodo apareceu não dando margem para dúvidas.
Tive depois nova consulta dia 14 de Junho, em que o Dr. S. voltou a questionar as minhas trompas que, apesar de uma histerosalpinografia com resultado normal, sempre o deixaram desconfiado. Tinhamos falado anteriormente da laparoscopia exploratória e já não saí de lá sem ter dado entrada dos papeis para a mesma. Dependendo do resultado logo se veria o que fazer, mas falou-me já na FIV, talvez para nos ir preparando.
Acabei por ser operada dia 13 de Julho. Correu tudo bem, tive uma recuperação rápida, nunca tive dores, apenas alguma limitação de movimentos como, por exemplo, baixar-me. A médica que me deu alta falou qualquer coisa acerca de uma das trompas estar obstruída (não percebi total se parcialmente), mas deixou todos as outras considerações para o Dr. S.
E, por causa das férias, só consegui marcar consulta para 20 de Setembro. (O que não é mau de todo - tenho andado ocupada com um projecto profissional que nem me tem deixado parar para pensar muito em bébés - e por outro lado estou quase a ir de férias e depois é a consulta e logo se vê o que o Dr. S. diz!)
Entretanto voltou a vir-me o periodo dia 1 de Agosto, com 2 dias de hemorragias enormes, que presumo terem alguma coisa a ver com a laparoscopia (ou não). O que interessa é que já voltou ao normal.
Não sei qual vai ser o caminho depois de 20 de Setembro. Talvez a FIV, que o Dr. S. não é medico de atirar diagnósticos para o ar, e se ele falou nisto, algum fundamento há de ter. Cá estarei para o que se seguir. Não me sinto triste, nem decepcionada, nem desiludida.
Encaro este problema como se fosse qualquer outro problema de saúde, e farei tudo o que conseguir para o superar. Mas não paro a minha vida por causa dele. Não posso nem quero.
Entretanto nasceu o meu "sobrinho" G., o meu afilhado fez 1 ano, a minha amiga R., mãe do meu afilhado está novamente grávida, e tenho sabido de mais uma mão cheia de gravidezes felizes. E fico feliz por todas elas. Porque me contam, porque partilham comigo esses momentos fantásticos sem hesitações ou medos.
Sempre tive uma atitude muito positiva em relação à minha (in)fertilidade. E ultimamente tenho sentido - e cada vez mais forte - que nunca vou ter um filho. Curiosamente não fico mais triste por isso. Dou por mim a aceitar pacificamente essa possível condição, a enumerar vantagens de não ter filhos, a absorver cada momento com os bébés das minhas amigas e a "despedir-me" das crianças que possivelmente nunca terei. Chamem-lhe mecanismo de defesa.
Fiz mudanças cá em casa. Deixei de ter um escritório meio preparado para se transformar em quarto de bébé, e alterei-o para um espaço de trabalho/quarto de hóspedes muito mais funcional e que serve realmente as nossas necessidades actuais.
Estou agora quase a ir de férias. Depois disso começo a pensar na minha consulta. Mas nessa altura já só faltará menos de 1 mês. E isso passa a correr.
O ultimo tratamento não deu qualquer resultado. Os óvulos eram excelentes, as análises mostravam que estava tudo perfeito para levar uma gravidez avante. Mas, apesar de termos feito tudo "direitinho", mais uma vez o periodo apareceu não dando margem para dúvidas.
Tive depois nova consulta dia 14 de Junho, em que o Dr. S. voltou a questionar as minhas trompas que, apesar de uma histerosalpinografia com resultado normal, sempre o deixaram desconfiado. Tinhamos falado anteriormente da laparoscopia exploratória e já não saí de lá sem ter dado entrada dos papeis para a mesma. Dependendo do resultado logo se veria o que fazer, mas falou-me já na FIV, talvez para nos ir preparando.
Acabei por ser operada dia 13 de Julho. Correu tudo bem, tive uma recuperação rápida, nunca tive dores, apenas alguma limitação de movimentos como, por exemplo, baixar-me. A médica que me deu alta falou qualquer coisa acerca de uma das trompas estar obstruída (não percebi total se parcialmente), mas deixou todos as outras considerações para o Dr. S.
E, por causa das férias, só consegui marcar consulta para 20 de Setembro. (O que não é mau de todo - tenho andado ocupada com um projecto profissional que nem me tem deixado parar para pensar muito em bébés - e por outro lado estou quase a ir de férias e depois é a consulta e logo se vê o que o Dr. S. diz!)
Entretanto voltou a vir-me o periodo dia 1 de Agosto, com 2 dias de hemorragias enormes, que presumo terem alguma coisa a ver com a laparoscopia (ou não). O que interessa é que já voltou ao normal.
Não sei qual vai ser o caminho depois de 20 de Setembro. Talvez a FIV, que o Dr. S. não é medico de atirar diagnósticos para o ar, e se ele falou nisto, algum fundamento há de ter. Cá estarei para o que se seguir. Não me sinto triste, nem decepcionada, nem desiludida.
Encaro este problema como se fosse qualquer outro problema de saúde, e farei tudo o que conseguir para o superar. Mas não paro a minha vida por causa dele. Não posso nem quero.
Entretanto nasceu o meu "sobrinho" G., o meu afilhado fez 1 ano, a minha amiga R., mãe do meu afilhado está novamente grávida, e tenho sabido de mais uma mão cheia de gravidezes felizes. E fico feliz por todas elas. Porque me contam, porque partilham comigo esses momentos fantásticos sem hesitações ou medos.
Sempre tive uma atitude muito positiva em relação à minha (in)fertilidade. E ultimamente tenho sentido - e cada vez mais forte - que nunca vou ter um filho. Curiosamente não fico mais triste por isso. Dou por mim a aceitar pacificamente essa possível condição, a enumerar vantagens de não ter filhos, a absorver cada momento com os bébés das minhas amigas e a "despedir-me" das crianças que possivelmente nunca terei. Chamem-lhe mecanismo de defesa.
Fiz mudanças cá em casa. Deixei de ter um escritório meio preparado para se transformar em quarto de bébé, e alterei-o para um espaço de trabalho/quarto de hóspedes muito mais funcional e que serve realmente as nossas necessidades actuais.
Estou agora quase a ir de férias. Depois disso começo a pensar na minha consulta. Mas nessa altura já só faltará menos de 1 mês. E isso passa a correr.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
As novidades do 3º tratamento
Há algumas novidades deste terceiro tratamento. Na terça-feira, dia da 1º ecografia de controle, saí do consultório bastante desanimada. Não se conseguiu vir nenhum folículo. No entanto o Dr. S e a outra médica que lá estava nesse dia, concluíram que esta ecografia tinha sido feito muito precocemente. Mandaram-me continuar com o Puregon e aumentar a dose passados 2 dias, e voltar na segunda-feira seguinte. Assim fiz.
Segunda-feira lá voltei sem grande esperança... Depois do que se tinha passado na semana anterior, esperava encontrar tudo na mesma.
Na altura de ecografia, o ecografo decide avariar. E ali fiquei eu, de perna aberta, enquanto médico e enfermeira tentavam perceber o problema. O resultado foi ter ficado mais duas horas à espera até haver um ecografo livre.
Já fartinha de ali estar, lá vamos finalmente fazer a ecografia. E qual não foi o meu espanto ao descobrir que tinha não 1, não 2, mas 3 lindos folículos! Só o Dr. S. é que esclamava que eram demais para ele, mas que mesmo assim era para arriscar.
Mandou-em voltar hoje, quinta-feira, começar a ter relações sexuais a partir de terça e continuar com as 100 unidades do Puregon.
Hoje voltei à 3ª ecografia de controle. Os 3 folículos lá estão lindos e maravilhosos. E hoje há 50 unidades de Puregon, e na sexta 5000 unidades de pregnyl intramuscular. E treinos, já sabe.
Daqui a 10/12 dias análise à progesterona.
E entretanto tenho uma longa espera de 15 dias para saber o que tudo isto vai dar.
Quero tanto ter boas notícias....
Segunda-feira lá voltei sem grande esperança... Depois do que se tinha passado na semana anterior, esperava encontrar tudo na mesma.
Na altura de ecografia, o ecografo decide avariar. E ali fiquei eu, de perna aberta, enquanto médico e enfermeira tentavam perceber o problema. O resultado foi ter ficado mais duas horas à espera até haver um ecografo livre.
Já fartinha de ali estar, lá vamos finalmente fazer a ecografia. E qual não foi o meu espanto ao descobrir que tinha não 1, não 2, mas 3 lindos folículos! Só o Dr. S. é que esclamava que eram demais para ele, mas que mesmo assim era para arriscar.
Mandou-em voltar hoje, quinta-feira, começar a ter relações sexuais a partir de terça e continuar com as 100 unidades do Puregon.
Hoje voltei à 3ª ecografia de controle. Os 3 folículos lá estão lindos e maravilhosos. E hoje há 50 unidades de Puregon, e na sexta 5000 unidades de pregnyl intramuscular. E treinos, já sabe.
Daqui a 10/12 dias análise à progesterona.
E entretanto tenho uma longa espera de 15 dias para saber o que tudo isto vai dar.
Quero tanto ter boas notícias....
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mais uma volta. A terceira e última.
Iniciei hoje mais uma rodada de puregon. Novamente 75 unidades por dia.
O Dr. S. disse-me que a minha análise à progesterona estava optima, o que significa que, caso tivesse existido uma gravidez, esta tinha todas as hipóteses de chegar a bom porto. E não foi por causa da progesterona que ela não aconteceu.
E achou que deviamos fazer mais um ciclo de tratamentos. O último antes de partirmos para a já falada laparoscopia para drilling ovárico.
Terça feira há consulta para a avaliação ecográfica dos folículos. Aqui vamos outra vez!
O Dr. S. disse-me que a minha análise à progesterona estava optima, o que significa que, caso tivesse existido uma gravidez, esta tinha todas as hipóteses de chegar a bom porto. E não foi por causa da progesterona que ela não aconteceu.
E achou que deviamos fazer mais um ciclo de tratamentos. O último antes de partirmos para a já falada laparoscopia para drilling ovárico.
Terça feira há consulta para a avaliação ecográfica dos folículos. Aqui vamos outra vez!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Recomeçar?
Sexta feira ao final do dia começaram os indícios de que ainda não tinha sido desta. Durante o fim de semana já não havia dúvidas e hoje a mestruação surgiu em grande.
Desapontada. Desanimada. Triste. Todas estas palavras definem o meu estado de espírito.
Mas não verti uma única lágrima. Ergui a cabeça e, se esta for a vontade do Dr. S. recomecar com o Puregon ou com qualquer outra coisa. Voltar a tentar.
Desapontada. Desanimada. Triste. Todas estas palavras definem o meu estado de espírito.
Mas não verti uma única lágrima. Ergui a cabeça e, se esta for a vontade do Dr. S. recomecar com o Puregon ou com qualquer outra coisa. Voltar a tentar.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Análise da Progesterona
Tal como o Dr. S. pediu, hoje fui fazer as análises da progesterona. Confesso que não sei bem para quê!
Estou numa enorme ansiedade. Sei que a ovulação ocorreu sábado ou domingo e, a haver fecundação, foi também por esses dias. Nunca poderei saber se engravidei ou não, antes de 14 dias. Ainda faltam 8.
No entanto o meu corpo vai-me dando os sinais. Doi-me o peito e tenho moinhas na barriga. Quase que posso garantir que ainda não foi desta. Como se já soubesse. E sinto-me muito triste. E tenho vontade de chorar, de me fechar e só quero que o periodo venho de uma vez. para tudo isto acabar depressa. É uma espera é difícil.
E depois vejo os filhos dos meus amigos. As minhas amigas grávidas. Os planos de engravidar de todos os outros...e eu a ficar para trás.
Sei que, para muitos, ainda não passou muito tempo. Mas para quem tinha como principal propósito na vida ter filhos, é demasiado tempo. Muitas vezes pergunto-me se quero continuar, ou se pura e simplesmente baixo os braços, vivo a minha vida e deixo-me ir até onde a "natureza" me levar.
Estou numa enorme ansiedade. Sei que a ovulação ocorreu sábado ou domingo e, a haver fecundação, foi também por esses dias. Nunca poderei saber se engravidei ou não, antes de 14 dias. Ainda faltam 8.
No entanto o meu corpo vai-me dando os sinais. Doi-me o peito e tenho moinhas na barriga. Quase que posso garantir que ainda não foi desta. Como se já soubesse. E sinto-me muito triste. E tenho vontade de chorar, de me fechar e só quero que o periodo venho de uma vez. para tudo isto acabar depressa. É uma espera é difícil.
E depois vejo os filhos dos meus amigos. As minhas amigas grávidas. Os planos de engravidar de todos os outros...e eu a ficar para trás.
Sei que, para muitos, ainda não passou muito tempo. Mas para quem tinha como principal propósito na vida ter filhos, é demasiado tempo. Muitas vezes pergunto-me se quero continuar, ou se pura e simplesmente baixo os braços, vivo a minha vida e deixo-me ir até onde a "natureza" me levar.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
A injecção de Pregnyl
Depois de saber qual o centro de saúde de urgência ali na zona, (é o que dá ter de levar a injecção de Pregnyl a uma sexta-feira santa!) lá fui eu na esperança que a coisa não fosse muito demorada.
Uma hora depois, após ver entrar uma gravida com contracções, um grupo de miúdos com uma intoxicação alimentar, criancinhas com todo o tipo de virus, .. lá entrei eu para levar a injecção.
Não doeu nada.
Só achei mal ter de pagar 8,40€ de taxa de urgência, como se de uma consulta se tratasse!
Agora é descanso e treinos até segunda -feira. E aguardar pacientemente durante 15 dias para saber se é desta ou não....
Antes disso, dia 12 tenho de fazer análises à progesterona a pedido do Dr. S.!
Uma hora depois, após ver entrar uma gravida com contracções, um grupo de miúdos com uma intoxicação alimentar, criancinhas com todo o tipo de virus, .. lá entrei eu para levar a injecção.
Não doeu nada.
Só achei mal ter de pagar 8,40€ de taxa de urgência, como se de uma consulta se tratasse!
Agora é descanso e treinos até segunda -feira. E aguardar pacientemente durante 15 dias para saber se é desta ou não....
Antes disso, dia 12 tenho de fazer análises à progesterona a pedido do Dr. S.!
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