sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tão perto e tão longe

Quando estamos neste modo, "em espera", fazemos as coisas mais disparatadas e sem sentido do mundo.
Tinha em casa 5 testes de garvidez que tinha mandado vir o ano passado, mas que, não cheguei a utilizar. 5 dias antes do beta marcado para dia 30 de Janeiro, ou seja a patir do dia 25 de janeiro fiz todos os dias um teste de gravidez. Para meu espanto todos deram positivo, mesmo o teste que fiz apenas sete dias depois da transferência. Confesso que só a muito custo se consegue perceber uma muito ténue linha. Mas esteve lá desde o primeiro dia. Não queria acreditar que o que tanto tinha esperado estava a acontecer. E pela primeira vez tinha um teste de garvidez com duas riscas. Não podia em mim de felicidade.
Ainda sem acreditar, e depois de ter feito o ultimo teste de gravidez que tinha em casa na terça feira, dia 29, véspera do beta hcg com duas riscas evidentes, fiz um teste Clearblue Digital na terça à tarde. Novamente o resultado: grávida 1-2 semanas. Era praticamente oficial. Estava finalmente grávida!
Apesar dos testes positivos a ansiedade na quarta-feira de manhã durante a espera do resultado do beta hcg manteve-se. Até me senti mal... De renpente aparece a bióloga R. a perguntar se eu já sabia alguma coisa. Dise-lhe que não e ela prontamente disse que ia ver, pois o resultado devia já ter saído. Aparece com um sorriso nos lábios e as palavras que eu tanto queria ouvir: "Parabéns, está grávida!".
Esperei ainda para falar com o Dr. S. que apesar do pouco tempo resolveu fazer uma ecografia, mais para ver o estado dos ovários obviamente hiperestimulados e maltratados do tratamento, do que outra coisa qualquer. Vimos os ovários e um pontinho preto que tudo indicava ser um saco gestacional.
Vim para casa, feliz da vida e com a indicação de voltar na próxima quarta-feira, dia 6 de Fevereiro, para a eco das 5 semanas e ver se estava tudo a correr bem.
Foram dias de ansiedade, claro, mas de uma enorme felicidade. Na sexta-feira ansiosa por não saber nada, e nada mais sentir do que o peito inchado e um pouco dorido e as pontadas no útero, voltei a fazer um teste clearblue digital. Volta a aparecer: grávida, desta vez de 2-3 semanas. Estava a evoluir e eu continuava feliz.
Entretabto na segunda feira começam os medos habituais, a ansiedade e uma preocupação enorme. O facto de as coisas poderem não estar a correr bem não me saia da cabeça. Só dizia: "E se amanhã o Dr. S. não vir lá nada?".
A noite de terça para quarta foi terrível. Acordei às 5 da manhã e já não consegui voltar a dormir. Às 8h já estava à espera para fazer a ecografia. Entrei faltavam uns minutos para as 9h. Novamente uma ansiedade terrível e um sentimento de "mãe" de que alguma coisa estava prestes a correr mal. Além disso pela primeira vez sinto que o meu peito já não me doi. Para mim mais um sinal de que as coisas não estavam a correr bem.
Fazemos a ecografia e o Dr. S. só diz que não consegue ver nada. O meu mundo cai naquele momento e eu só pensava em como essa ideia não me abandonava há alguns dias.
Manda repetir a beta hcg para se saber se a gravidez está ou não a evoluir e manda-me aguardar resultados. Entretanto fiquei a saber que a 1º beta hcg tinha tido um valor de 106, normal para uma gravidez, e logo depois de tirar o sangue para análise só consigo ir para o carro e chorar.
Penso em como tinha preferido ter tido logo um negativo do que um positivo com este desfecho. Estou triste, desolada e só penso que ainda bem que não tinha dito a ninguém que estava grávida. Penso na injustiça. Não na injustiça da infertilidade, com a qual eu já aprendi a viver, mas a injustiça de nos darem uma coisa, de nos deixarem sonhar, acreditar e depois, de repente nos tirarem tudo.
De volta ao consultório, cerca de 1h30 depois, o Dr. S. lá me chama para dizer que a beta aumentou para 932. Estava a evoluir dentros dos parâmetros, apesar de lentamente. Mas estava a evoluir. E que era então natural não se ter visto nada na ecografia, pois era quase impossível com valores de bhcg inferiores a 1000 unidades por mililitro. Mandou-me ir para casa, manter a medicação e voltar para a semana, dia 13 de Fevereiro, que então já deveriamos ver alguma coisa.
Perguntei-lhe se podia ficar mais "descansada" dentro dos riscos normais de uma gravidez de tão pouco tempo. Disse-me que sim, que estava a evoluir e que enquanto continuasse a sentir alguns sintomas como o peito dorido e as idas à casa de banho, era bom sinal.
Mas quem consegue ficar calma. Quer fosse por ele não ter visto nada na ecografia, quer pelo evolução lenta do beta hcg não consegui ficar descansada. E só penso que o meu amor pequenino não vai evoluir. E que tudo vai acabar ainda antes de ter começado.
A cabeça não para e a ansiedade volta a tomar conta de mim. Entretanto à noite volto a sentir o peito dorido e tive pela segunda vez (a primeira tinha sido um ou dois dias antes) volto a ter a sensação de vómito.
Quinta de manhã, dia 7 de Fevereiro, resolvo ir fazer novo beta hcg ao laboratório aqui perto de casa para ver se a gravidez continua a evoluir. Desta vez o resultado é de 1700 e qualquer coisa. Vale o que vale, pois é feito num laboratório diferente, mas os números enquadram-se dentro da tabela para as 5 semanas de gestação. Fico ligeiramente menos ansiosa.
Entretanto consigo marcar consulta com a minha ginecologista obstetra. O valor do beta hcg era superior a mil e tinha de ser possível ver alguma coisa na ecografia.. Fui até lá num estada enorme de ansiedade (e logo eu que sou a pessoa menos ansiosa e menos complicada do mundo!), e lá lhe explico o sucedido.
Faço nova ecografia onde agora sim, se vê um pequeno saco gestacional. Nem mesmo assim consigo ficar calma.
O saco gestacional mede apenas 3mm, o que está dentro dos parâmetros para uma gravidez de 4 semanas e não de 5 semanas. Segundo a G.O. pode não querer dizer nada, porque os números valem o que valem e há sacos gestacionais que têm evoluções fora do normal de uma semana para outra.
No entanto a implantação era um bocadinho baixa, mas que isso não era impeditivo de uma gravidez de termo. Via-se à volta do saco gestacional uma mancha que mostra que a implantação estava a ocorrer (em palavras de leiga a agarrar-se!).
Disse-me que em tão pouco tempo tudo poderia acontecer. Que não estivesse a pensar nos valores da beta hgc, pois estava a haver evolução. E que quanto ao tamanho do saco gestacional, só a próxima ecografia com o Dr. S., nos poderia trazer mais respostas.
Portanto nem sim, nem não. O que eu sei é que há uma gravidez comprovada pelo beta hcg e a evoluir ainda que lentamente. E há um saco gestacional pequeno para o tempo de garvidez a implantar-se no útero. Não tive - até ao momento - nenhuma perda de sangue. Continuo com o peito dorido, principalmente à noite. Vou muitas vezes à casa de banho e levanto-me para fazer xixi durante a noite, coisa que nunca me acontece. Tenho tido alguns vómitos, sem nunca ter chegado a vomitar, pelo menos 1 vez por dia. Estas são as minhas certezas.
Não sei se vai ficar tudo bem. Não sei se isto tudo poderá ser apenas um susto. Não sei se há embrião a desenvolver-se dentro do saco gestacional. Não sei se esta gravidez vai continuar a evoluir, ou se na próxima semana tudo terá chegado ao fim. Tenho apenas um monte de incertezas e dúvidas, e coloco tudo nas mãos de Deus, porque na verdade não há nada que eu possa fazer para que tudo isto tenho o desfecho que eu tanto quero.
Infelizmente não tenho grande esperança. Sou demasiado objetiva e sensata para perceber que são demasiados indícios de que algo não está bem. E tenho muita, muita pena.
Ao mesmo tempo só quero ter respostas o mais rápido possível para poder seguir em frente, seja qual for o desfecho.
É lixado ter um tratamento falhado. Custa mesmo muito. Mas isto, esta incerteza e esta dúvida constante, este positivo sem grandes expectativas é muito, mas muito pior...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A espera

Já se passou a punção. E já se passou a transferência. Neste momento 2 embriões estão comigo. E eu aguardo.
No dia da punção, dia 16 de Janeiro foram-me retirados 7 ovócitos. A punção foi difícil, demorou o triplo do tempo habitual porque, segundo o médico os meus ovários "fugiam" de cada vez que os tentavam puncionar para retirar os ovócitos. Foi preciso que as enfermeiras me fizessem pressão na barriga para ajudar no processo. Acordei cheia de dores - coisa que nunca tive na 1º punção - e tive de ser medicada. Depois tive ainda uma quebra de tensão quando fui à casa de banho e estava a ver que caía redonda no chão. Valeu-me o meu bom senso de chamar a enfermeira e de colocar imediatamente a cabeça entre as pernas. Como se não bastasse, nunca mais tinha contade de fazer xixi (não nos deixam vir embora sem fazer xixi) e levei dose reforçada de soro e ainda uma medicação qualquer. Resultado, quando deu resultado, tive de ir ao wc de 10 em 10 minutos...
Mais uma vez termos tido uma taxa de fecundação de 100%, mas, ao fim de 24 horas 2 dos embriões foram logo eliminados por estarem com anomalias genéticas. Ficaram 5.
Fizemos a transferência dois dias depois, na sexta-feira dia 18 de Janeiro, de 2 embriões de, segundo a bióloga de excelente qualidade. Ficaram 2 para observação até ao 5º dia para serem congelados e outro foi eliminado por estar com celulas anormais e com fragmentação.
Entretanto vim para casa com 5 dias de repouso e calma. Ao fim desse tempo uma vida normal sem esforços e sem me cansar, tal qual como se estivesse grávida.
Entretanto os nosso embriões que ficaram em observação acabaram também por ser eliminados e mais uma vez ficamos sem nenhuns para congelar. Queria muito ter ficado com essa "rede" de segurança, mas há coisas que não pudemos controlar.
Tenho algumas dores e pontadas, mas nada de especial. Não sei o que sentir. Não quero ser negativa, mas sei o que custar saber que não conseguimos o positivo. Passei por isso uma vez e gostava de não voltar a passar. Está nas mãos de Deus, e eu só posso mesmo esperar por dia 30 de Janeiro para fazer o exame de sangue que dirá o veredito.
Continuo à espera. E esta espera "mata-me!"

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

E entretanto já se passou mais de um ano...

Muito aconteceu desde a ultima vez que aqui escrevi.
Continuamos sem bebés. Mas eu também não me sinto a mesma pessoa que aqui escrevia.
O nosso primeiro tratamento - do qual estava tão ansiosa em setembro de 2011 - e que aconteceu em Novembro desse mesmo ano, não chegamos sequer à punção. Iniciamos um protoculo curto para uma FIV, mas fiz uma hiperestimulação e o tratamento foi cancelado, com o meu ovário direito bastante aumentado e com um pequeno derrame. Tudo passou e não sofri nenhuma consequencia desse problema. Como o tratamento foi cancelado antes da punção, também não é contabilizado nos três tratamentos possíveis que podemos fazer no sistema nacional de saúde. (SNS).
Em 2012 veio um novo tratamento. Em abril. Injecções de Puregon, Olgalutram, ecos de controle e análises. Desta vez, e por causa d a hiperestimulação de novembro, o médico foi com calma. Tanta calma que os folículos estavam lentos no seu desenvolvimento e a estimulação demorou um pouco mais do que o previsto.
Mesmo assim chegamos à punção. 5 óvulos em perfeitas condições. Fiquei triste porque achei poucos e queria pelo menos a possibilidade de poder ficar com embriões congelados, coisa que acabou por não acontecer. Só no dia seguinte à punção contamos aos pais e restante família do tratamento e da taxa de fecundação.Seguia-se a transferência de embriões.
Dos 5 óvulos todos fecundaram e se começaram a dividir, Uma taxa de 100% que muito animou a equipa médica e biologas.
Ao segundo dia um dos embriões é descartado por fragmentação e ao terceiro dia depois da punção fiz a transferência de 2 embriões de classe B. Dos restantes dois um fica pelo caminho e o terceiro, no dia seguinte é também posto de parte.
Aguentei em casa sem nenhum tipo de esforços e com o mimo de todos, principalmente do marido e da mana, os 15 dias até ao beta hcg, para confirmar ou não a gravidez.
A meio do tempo percebi que não tinha sido desta vez que tinha ficado grávida. Comecaram as minhas enxaquecas habituais antes do periodo. Certinhas como sempre: 1 semana antes. E nesse dia chorei que me fartei pois sabia que neste ponto tinhamos chegado ao fim. Chorei, parei e ergui a cabeça.
Na sexta-feira, (faria a análise na segunda) faço um teste de urina em casa para confirmar as minhas suspeitas. Claro que deu negativo. Não derramei uma lágrima e sabia que estava preparada para o médico me chamar com o resutado na segunda-feira seguinte.
De domigo para segunda, antes mesmo de ir fazar a análise o periodo chega. Mesmo assim faço a análise para confirmar e juntar ao processo.
Continuo sem chorar. Na verdade também não me apetecia chorar. Falo com a médica que estava surpreendida com a minha reacção e falamos nas expectativas para o próximo ano. Tinha tudo para correr bem, mas não correu. Para o ano há mais.
Percebi que tinha 8 meses pela frente sem me preocupar em engravidar. Não queria recorrer já ao privado e fazer outro tratamento. Naquele momento não queria sequer ouvir falar da possibilidade de fazer outro tratamento. Precisava de me preocupar com outras coisas. Durante um mês tinha vivido apenas e só a pensar na gravidez. Agora já chegava.
Decidi preocupar-me comigo. Perdi cerca de 8kg porque sei que menos peso ajuda a conceber e também a melhorar os meus ovários políquisticos. Fomos passear. Sem nunca pensar me bebés, sem mágoas, sem dores, sem tristezas.
Depois do primeiro tratamento falhado, mudei radicalmente a minha forma de ver as coisas. Se tiver de ter um bébé terei. Mas se isso não acontecer sei que serei feliz na mesma, de outra forma, mas feliz na mesma. Deixei de me centrar tanto nisso e passei a viver muito melhor, comigo e com os outros.
Em novembro de 2012 sou novamente chamada para ver se está tudo bem, e é-me dito que o meu processo irá a reunião e que serei novamente chamada para iniciar tratamento logo no início de 2013.
Em dezembro tenho nova consulta onde me é dada a folha de tratamento para iniciar o protoculo curto para FIV assim que venha o periodo.
Dia 1 de Janeiro de 2013 vem-me o periodo e começo com as injecções de Puregon dia 3 de Janeiro - 150 unidades.
A primeiro eco de controle é realizada segunda-feira dia 7 de Janeiro. Tudo a correr bem, 7 folículos no ovário esquerdo, e 10 no ovário direito, com 3 óvulos a começarem a destacar-se.
Pela primeira vez, depois de outros dois tratamentos, tudo estava a correr bem desde o início. Nem fiu um ferrari (como disse o Dr. S aquando da hiperestimulação, porque "disparei" logo com as primeiras injecções de Puregon, nem fui lenta, como no nosso primeiro tratamento completo!)
Manter as 150 unidades até sexta-feira, dia 11 de Janeiro. E começar o Orgalutran na quarta-feira de manhã.
Amanhã haverá mais novidades. Para o que der ou vier!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

So happy!

Ao chegar de férias aguardava-me na caixa do correio a carta de que estou à espera hà quase um ano. Da nossa consulta para iniciar a FIV. E é já depois de amanhã...
Entretanto não tenho dormido muito bem, não me consigo concentrar nas mil e uma coisas que tenho para fazer, pois só consigo pensar na consulta de quarta-feira.
E assim renova-se a esperança de te ter comigo brevemente...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Desejo #1

... quero tanto decorar e preparar o teu quarto...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Nunca contei isto a ninguém, mas gosto de falar contigo quando estou sozinha. De saber que estás algures à espera de vires ter comigo e com o pai.
Conto-te a história de como nos conhecemos, de tudo o que passámos juntos, da vontade que temos em te ter, da tua família que te adora sem sequer saber se vens ou não. Conto-te que não há maior amor do que este que sentimos por ti, na esperança que assim, talvez, chegues mais depressa. E tenho a certeza de que me ouves.
Falo contigo como qualquer mãe fala com o seu filho. Embalo-te nas minhas palavras, acaricio-te com as lágrimas que por vezes teimam em me escorrer pela cara. Vejo-te em todos os sorrisos do pai, em todas as gargalhadas dos tios e em todos os mimos dos avós.
Imagino cenários, histórias e coisas que gostava de fazer contigo. E deito-me a pedir para sonhar contigo, quase todos os dia.
És desejado por todos e amado incondicionalmente. Tens um quarto que será teu, um nome, tios, avós, primos e muitos amigos. Dois pais que se sentem irremediavelmente incompletos, apesar de poderem aparentar ter tudo para uma vida plena e feliz.
Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para te ter connosco e mesmo assim continuamos só os dois.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Da vida que se vai vivendo

Passaram-se 10 meses desde a última consulta. Dez meses desde que ouvi dizer que o novo centro de PMA ia abrir, e que não havia lista de esperas e que tudo seria rápido.
Nesses 10 meses, o centro abriu em Abril, começaram a chamar para FIV em Maio e eu continuei à espera. Esperei, telefonei, tentei informar-me. Sem me chamarem e sem me darem nenhum tipo de informação. Depois de alguma insistência descubro que o meu processo estava arquivado. E se não tivesse insistido, telefonado e perguntado, talvez nunca o tivessem descoberto. É-me feito um pedido de desculpas, pelo Dr.S., que me promete resolver a situação o mais rapidamente possível, pois já devia ter sido chamada a iniciar tratamento. Promete levar o meu processo à reunião da semana seguinte.
Chega a semana e eu sem novidades. Volto a ligar e pergunto pelo meu processo que deveria ter ido a reunião. Sou informada que o processo não tinha ido a reunião, e que também já não iria antes de Setembro, pois o Dr. S. tinha entrado de férias. Senti-me enganada e lubridiada e chorei como há já muito tempo não chorava.
E entretanto é Agosto e já passaram 10 meses.