Desde a notícia do rastreio bioquimico positivo que as coisas têm andado mais ou menos.
Por um lado, partilhei com muito poucas pessoas esta nova informação. E o que todos me gostam de dizer é que não conhecem nenhum caso de um rastreio bioquimico positivo que, depois da amniocentese feita tenha dado em alguma anomalia. E que um rastreio é só um rastreio, uma probabilidade aumentada que, em vez de 0,001%, passa para 1% e que se mantêm uma baixissima probabilidade na mesma apesar de se seguir para uma amniocentese.
Mas tenho um medo horrível do pior. Da incerteza de não saber. Do quase. De deixar todos à minha volta continuarem a amar este bebé sem lhes conseguir contar que há uma enorme incerteza pelo meio. Mas esta angústia que sinto, e estas 2 semanas que ainda faltam para fazer amniocentese não me deixa contar. Não quero que os meus pais, a minha irmã ou os meus amigos sintam também esta terrível incerteza, estes dias de espera que não passam. Quando chegar a hora, e se o pior se confirmar, obviamente que contarei. Mas para quê fazê-los passar por mais 3 ou 4 semanas de angústia?
Confesso que os ultimos dias têm sido mais fáceis de lidar, principalmente se pensar apenas nesta questão de uma forma matemática. Sendo assim, a probabilidade é realmente pequena e parece que fico mais descansada. E depois penso em como tudo estava óptimo na ecografia das 13 semanas e como esses 2 pequenos marcadores ecográficos, assim como a minha idade ser ainda inferior à de maior risco, me dá 90% de probabilidade de não ter um bebé com trissomia 21.
Não são certezas, longe disso, são ajudas para conseguir passar estes longos dias que faltam até dia 29, mais os dias que demorará a sair o resultado.
Mas hoje, hoje foi um dia mau. Acordei triste e a pensar no pior, quase sem esperança. Acordei derrotada e com vontade de chorar.
Há umas semanas atrás, quando andava com a paranoia dos abortos retidos, houve um dia em que depois de estar a pensar em coisas estúpidas, fui inundada por uma enorme calma. Assim como se tivesse a certeza de que tudo ia correr bem. E naquele momento tive a certeza de que os meus medos com o aborto retidos me estavam a impedir de viver em pleno a minha gravidez. E isso bastou-me para perceber que eram infundados e que TUDO ia correr bem. A única coisa que quero é pensar e sentir, e principalmente acreditar em relação a este rastreio positivo que me tirou novamente a alegria de viver esta gravidez tão desejada, que TUDO vai correr bem.O futuro pai acredita e eu quero muito acreditar com ele!
Mas a nuvem negra, a núvem da trissomia e da interrupção da gravidez não me deixa...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
14 Semanas e rastreio bioquímico positivo
O que nenhuma futura mãe ou futuro pai querem ouvir. Aquela chamada que dizem só acontecer se algumas coisa estiver mal. E as palavras rastreio positivo, amniocentese, falsos positivos, esperar o melhor, todas no mesmo telefonema que nós, entretanto deixamos quase de ouvir, para simplesmente começarmos a chorar, a fazer festas na barriga e perguntar porquê.
Tudo isto aconteceu. Ontem, na véspera de fazer 14 semanas, o telefonema da minha obstetra para me informar que, apesar de uma ecografia com TN normal e presença dos ossos do nariz, o nosso rastreio bioquímico tinha tido um valor positivo. Isso significa uma probabilidade acima da média de poder vir a ter um bebé com trissomia 21. Não há certezas de nada, apenas uma probabilidade maior. Certezas só com a amniocentese.
Mas a aminocentese só pode ser feita a partir das 16 semanas. Faltam pelo menos 2 semanas. E o resultado demorará entre 2 a 4 semanas. Temos pelo menos um mês e meio de incertezas, de medo, de esperar o melhor mas prepararmo-nos para o pior.
Dizem que coração de mãe sabe. Pergunto-me agora se não seria por causa disto que nunca quis comprar roupas para o meu bebé, que não queria que me oferececem ainda nada para o bebé, que não queria a minha mãe a fazer mantas e lencois, e babetes e toalhinhas. Se não seria por perceber já que alguma coisa não estaria bem que nem queria dizer a ninguém que estava grávida, que pedia segredo, que tinha tanto medo de perder o meu bebé e que pensava em aborto retidos. Não sei, mas sempre ouvi dizer que coração de mãe sabe.
E eu conheço os casos de falsos positivos. Que tiveram os rastreio positivos e que depois da amiocentese os resultados estavam normais, que não passaram de sustos. Sei que são mais até do que aqueles com desfechos menos positivos que levaram à interrupção médica da gravidez.
No entanto o meu coração de mãe está aflito. E eu sinto-me neste momento a pessoa mais infeliz do mundo. O meu maior desejo está em "pause".
Demorei várias semanas a coseguir relaxar, a pensar que tudo ia correr bem, a conseguir imaginar o meu bebé. Demorei várias semanas a acreditar na minha garvidez. E agora, que o primeiro trimestre tinha chegado ao fim, que a ecografia só nos tinha trazido boas notícias e que eu conseguia finalmente respirar de alívio, o meu mundo caiu. E eu estou aqui num equilibrio muito, mas muito precário a tentar segurá-lo. E tenho de ficar assim 6 longas semanas...
Tenho medo do telefonema que confirme os meus maiores receios. Não sei como vou suportar uma interrupção da gravidez do meu bebé. Não quero que ele sofra, só o quero comigo e poder protegê-lo de tudo...e não posso. Não consigo parar de lhe pedir desculpa. Desculpa filho.
O que fazemos quando amamos tanto um bebé, quando desejámos tanto um bebé, quando lutamos tanto e tantos anos por um bebé e agora vimos, à frente dos nossos olhos a possibilidade de ter de rejeitar esta criança. De rejeitar quem já amamos, rejeitar quem já tem um nome, uma família, uma vida iniciada. Rejeitar um filho que já existe para nós. Como se ultrapassa isto?
Não sei como enfrentarei a desilusão dos meus pais, avós, sogros amigos e família ao dizer-lhes. A dor que não é só minha(nossa) mas que também será deles.
E depois, será que vou conseguir recomeçar? De passar por tudo novamente, sei lá durante mais quantos anos sempre com este desfecho na cabeça?
Eu sei que nada disto poderá acontecer, e que também se poderá dar a possibilidade de ter um desfecho positivo, connosco a respirar de alívio. Mas neste momento só tenho incertezas e medos.
A minha médica apesar de uma querida, e de ter sido ela a telefonar-me com a notícia, e a dizer-me que podia ser um falso positivo, não me falou de possibilidades. Nem me quis dizer o meu valor do rastreio. Disse-me só que se é positivo é positivo e não interessa os valores, só interessam agora as certezas da amniocentese. E disse ainda que se o resutado fosse mesmo o pior eu quereria saber. Para isso é que servem os exames e os rastreios. Não sei se me disse isto porque os resultados são mesmo maus, ou porque não vale a pena preocupar-me com um exame de probabilidades. Fiquei sem perceber, mas agora nem quero perceber. Quero apenas que estas semanas passem depressa.
(A curiosidade foi que, na sexta-feira mandaram-me ir à maternidade repetir o rastreio bioquímico. A desculpa que o meu sangue se tinha extraviado. Fiquei com a "pulga atrás da orelha". E afinal tinha razão. Acharam os resutados do exame muito baixos e quiseram repetir para confirmar. Mas deviam ter-me dito a verdade depois de eu ter perguntado várias vezes se estava mesmo tudo bem.A minha obstetra confirmou o pedido de repetição do exame, o que me leve a crer em resultados mesmo muito maus!)
Hoje por uns segundos, quando acordei, depois de uma noite muito mal dormida, ainda pensei que tudo não tivesse passado de um "sonho". Mas depressa confirmei que este pesadelo é bem real. Estamos a vivê-lo.
Resta-me mais uma vez, colocar o que possa vir a acontecer nas mãos de Deus. Esperar pelo melhor enquanto me preparo, tanto quanto possível para o pior. Amar o meu bebé enquanto aqui está comigo e o posso proteger de tudo. Dizer que o amo. Muito. Sempre.
Tudo isto aconteceu. Ontem, na véspera de fazer 14 semanas, o telefonema da minha obstetra para me informar que, apesar de uma ecografia com TN normal e presença dos ossos do nariz, o nosso rastreio bioquímico tinha tido um valor positivo. Isso significa uma probabilidade acima da média de poder vir a ter um bebé com trissomia 21. Não há certezas de nada, apenas uma probabilidade maior. Certezas só com a amniocentese.
Mas a aminocentese só pode ser feita a partir das 16 semanas. Faltam pelo menos 2 semanas. E o resultado demorará entre 2 a 4 semanas. Temos pelo menos um mês e meio de incertezas, de medo, de esperar o melhor mas prepararmo-nos para o pior.
Dizem que coração de mãe sabe. Pergunto-me agora se não seria por causa disto que nunca quis comprar roupas para o meu bebé, que não queria que me oferececem ainda nada para o bebé, que não queria a minha mãe a fazer mantas e lencois, e babetes e toalhinhas. Se não seria por perceber já que alguma coisa não estaria bem que nem queria dizer a ninguém que estava grávida, que pedia segredo, que tinha tanto medo de perder o meu bebé e que pensava em aborto retidos. Não sei, mas sempre ouvi dizer que coração de mãe sabe.
E eu conheço os casos de falsos positivos. Que tiveram os rastreio positivos e que depois da amiocentese os resultados estavam normais, que não passaram de sustos. Sei que são mais até do que aqueles com desfechos menos positivos que levaram à interrupção médica da gravidez.
No entanto o meu coração de mãe está aflito. E eu sinto-me neste momento a pessoa mais infeliz do mundo. O meu maior desejo está em "pause".
Demorei várias semanas a coseguir relaxar, a pensar que tudo ia correr bem, a conseguir imaginar o meu bebé. Demorei várias semanas a acreditar na minha garvidez. E agora, que o primeiro trimestre tinha chegado ao fim, que a ecografia só nos tinha trazido boas notícias e que eu conseguia finalmente respirar de alívio, o meu mundo caiu. E eu estou aqui num equilibrio muito, mas muito precário a tentar segurá-lo. E tenho de ficar assim 6 longas semanas...
Tenho medo do telefonema que confirme os meus maiores receios. Não sei como vou suportar uma interrupção da gravidez do meu bebé. Não quero que ele sofra, só o quero comigo e poder protegê-lo de tudo...e não posso. Não consigo parar de lhe pedir desculpa. Desculpa filho.
O que fazemos quando amamos tanto um bebé, quando desejámos tanto um bebé, quando lutamos tanto e tantos anos por um bebé e agora vimos, à frente dos nossos olhos a possibilidade de ter de rejeitar esta criança. De rejeitar quem já amamos, rejeitar quem já tem um nome, uma família, uma vida iniciada. Rejeitar um filho que já existe para nós. Como se ultrapassa isto?
Não sei como enfrentarei a desilusão dos meus pais, avós, sogros amigos e família ao dizer-lhes. A dor que não é só minha(nossa) mas que também será deles.
E depois, será que vou conseguir recomeçar? De passar por tudo novamente, sei lá durante mais quantos anos sempre com este desfecho na cabeça?
Eu sei que nada disto poderá acontecer, e que também se poderá dar a possibilidade de ter um desfecho positivo, connosco a respirar de alívio. Mas neste momento só tenho incertezas e medos.
A minha médica apesar de uma querida, e de ter sido ela a telefonar-me com a notícia, e a dizer-me que podia ser um falso positivo, não me falou de possibilidades. Nem me quis dizer o meu valor do rastreio. Disse-me só que se é positivo é positivo e não interessa os valores, só interessam agora as certezas da amniocentese. E disse ainda que se o resutado fosse mesmo o pior eu quereria saber. Para isso é que servem os exames e os rastreios. Não sei se me disse isto porque os resultados são mesmo maus, ou porque não vale a pena preocupar-me com um exame de probabilidades. Fiquei sem perceber, mas agora nem quero perceber. Quero apenas que estas semanas passem depressa.
(A curiosidade foi que, na sexta-feira mandaram-me ir à maternidade repetir o rastreio bioquímico. A desculpa que o meu sangue se tinha extraviado. Fiquei com a "pulga atrás da orelha". E afinal tinha razão. Acharam os resutados do exame muito baixos e quiseram repetir para confirmar. Mas deviam ter-me dito a verdade depois de eu ter perguntado várias vezes se estava mesmo tudo bem.A minha obstetra confirmou o pedido de repetição do exame, o que me leve a crer em resultados mesmo muito maus!)
Hoje por uns segundos, quando acordei, depois de uma noite muito mal dormida, ainda pensei que tudo não tivesse passado de um "sonho". Mas depressa confirmei que este pesadelo é bem real. Estamos a vivê-lo.
Resta-me mais uma vez, colocar o que possa vir a acontecer nas mãos de Deus. Esperar pelo melhor enquanto me preparo, tanto quanto possível para o pior. Amar o meu bebé enquanto aqui está comigo e o posso proteger de tudo. Dizer que o amo. Muito. Sempre.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
13 semanas e a Ecografia
Finalmente a ecografia das 12 semanas!
Na terça feira foi dia da eco das 12 semanas na maternidade. Aquela que mede tudo e mais alguma coisa e que examinou o nosso bebé!
Tudo normal. Presença de ossos do nariz e trasnlucência da nuca de 2mm, os parametros que "medem" a probabilidade de trissomia 21. Já tinhamos feito o rastreio bioquimico, que agora é cruzado com estes dados, mas, como não nos disseram mais nada, é porque não há valores alterados que jsutifiquem outros meios de diagnóstico.Todos os outros parâmetros como o perímetro cefálico e o abdominal, o tamanho do fémur e do úmero, a presença de rins, estômago e demais orgãos, estava tudo otimo.
Um feto com tudo bem para o tempo de gestação. Nesta ecografia foi-nos dito que o feto estava com 13 semanas e 0 dias.
Mexeu-se imenso e adorei vê-lo já todo tão bem formado, bem como todos os ossinhos e orgãos. Levei imensas pancadas na barriga - além da força que o médico fez - para que ele ou ela se virassem. Mas depois de 40 minutos de eco, lá conseguiram medir tudo na perfeição e sem pressas.
Ainda não houve palpites quanto ao sexo - é muito cedo - mas o que eu gostei mesmo de ouvir foi o médico ecografista a dizer que estava tudo normal. E tudo a correr bem.
Aproveitei a minha obstetra estar de urgência para tirar umas dúvidas acerca do projefikk que ainda estou a tomar, além de outras coisas mais práticas.
Finalmente começo a sentir-me grávida e o stress e ansiedade que quase me controlaram desde o início desta gravidez tão, mas tão desejada, já praticamente passou.
A minha barriga já não passa despercebida (assim como o peito!) e já não há duvidas nenhumas que vem um bebé a caminho: já não se consegue esconder.
Também já contamos a toda a gente que era importante e agora é esperar que tudo continue a correr bem.
Portanto agora, com a entrada no segundo trimestre, é viver a gravidez ao máximo!
Na terça feira foi dia da eco das 12 semanas na maternidade. Aquela que mede tudo e mais alguma coisa e que examinou o nosso bebé!
Tudo normal. Presença de ossos do nariz e trasnlucência da nuca de 2mm, os parametros que "medem" a probabilidade de trissomia 21. Já tinhamos feito o rastreio bioquimico, que agora é cruzado com estes dados, mas, como não nos disseram mais nada, é porque não há valores alterados que jsutifiquem outros meios de diagnóstico.Todos os outros parâmetros como o perímetro cefálico e o abdominal, o tamanho do fémur e do úmero, a presença de rins, estômago e demais orgãos, estava tudo otimo.
Um feto com tudo bem para o tempo de gestação. Nesta ecografia foi-nos dito que o feto estava com 13 semanas e 0 dias.
Mexeu-se imenso e adorei vê-lo já todo tão bem formado, bem como todos os ossinhos e orgãos. Levei imensas pancadas na barriga - além da força que o médico fez - para que ele ou ela se virassem. Mas depois de 40 minutos de eco, lá conseguiram medir tudo na perfeição e sem pressas.
Ainda não houve palpites quanto ao sexo - é muito cedo - mas o que eu gostei mesmo de ouvir foi o médico ecografista a dizer que estava tudo normal. E tudo a correr bem.
Aproveitei a minha obstetra estar de urgência para tirar umas dúvidas acerca do projefikk que ainda estou a tomar, além de outras coisas mais práticas.
Finalmente começo a sentir-me grávida e o stress e ansiedade que quase me controlaram desde o início desta gravidez tão, mas tão desejada, já praticamente passou.
A minha barriga já não passa despercebida (assim como o peito!) e já não há duvidas nenhumas que vem um bebé a caminho: já não se consegue esconder.
Também já contamos a toda a gente que era importante e agora é esperar que tudo continue a correr bem.
Portanto agora, com a entrada no segundo trimestre, é viver a gravidez ao máximo!
sexta-feira, 22 de março de 2013
Mais coisas para contar
Dia 18 de Março
Fui à maternidade. Análises para o rastreio bioquímico e para verificar se a infecção urinária já passou.
Eco das 12 semanas marcada para dia 2 de Abril - vou estar quase de 13 semanas.
Se a análise da urina ainda detetar alguma coisa eles ligam a informar. Deve ter passado, pois até hoje ninguém me ligou.
Do rastreio creio só ir saber o resultado no dia 2 de abril, juntamente com a eco.
Dia 19 de Março
Usei pela primeira vez umas calças de grávida emprestadas pela minha cunhada. Estão um bocado largas na anca e no rabo, mas sempre são mais confortáveis que as que estava a usar....
Consulta na médica de família. Quase as mesmas coisas - peso, tensão arterial, recomendações... - que já feito e ouvido na quinta feira com a obstetra. Mas não faz mal. (Tenho agora dois boletins de grávida - do centro de saúde e do paricular!) Mas não faz mal. A minha médica de famíia sabe que estou a ser seguida no particular e não lhe escondo nada destas coisas. Tudo normal, e nova cosulta marcada para o final do mês de Abril para lhe contar novidades do rastreio.
O bónus foi ouvir novamente o coração do baby através do dopler. A médica estava com receio de não se conseguir ouvir, mas ouviu-se perfeitamente. Tudo bem com o baby. Batimentos normais para o tempo de gestação.
Dia 20 de Março
Comprei as primeiras calças de grávida. E o primeiro soutien de amamentação - a conselho da minha obstetra!
Aproveitou-se o aniversário do pai para contar aos amigos que estavam presentes e a alguma família, que há um novo membro a caminho. Muita felicidade. Para mim, continua o medo. De estar a contar e de alguma coisa ir correr mal, como se fosse uma consequencia de já estarmos a contar a novidade. Eu sei que é ridículo..... Mas o medo de perder o baby, de o coração parar de bater, de ele deixar de se desenvolver é superior a mim.
Dia 22 de Março
Já não sinto grande sensação de vómito. Aliás, além da barriga grande e das mamas enormes - não sinto nada de especial.
Sim, continuo a ir à casa de banho a meio da noite. E tenho algum azia e má disposição de vez em quando, mas tirando isso não sinto nada. E depois lá vêm os macaquinhos no sotão a pensar que alguma coisa não está bem. E ainda falta tanto para fazer a proxima ecografia....
Fui à maternidade. Análises para o rastreio bioquímico e para verificar se a infecção urinária já passou.
Eco das 12 semanas marcada para dia 2 de Abril - vou estar quase de 13 semanas.
Se a análise da urina ainda detetar alguma coisa eles ligam a informar. Deve ter passado, pois até hoje ninguém me ligou.
Do rastreio creio só ir saber o resultado no dia 2 de abril, juntamente com a eco.
Dia 19 de Março
Usei pela primeira vez umas calças de grávida emprestadas pela minha cunhada. Estão um bocado largas na anca e no rabo, mas sempre são mais confortáveis que as que estava a usar....
Consulta na médica de família. Quase as mesmas coisas - peso, tensão arterial, recomendações... - que já feito e ouvido na quinta feira com a obstetra. Mas não faz mal. (Tenho agora dois boletins de grávida - do centro de saúde e do paricular!) Mas não faz mal. A minha médica de famíia sabe que estou a ser seguida no particular e não lhe escondo nada destas coisas. Tudo normal, e nova cosulta marcada para o final do mês de Abril para lhe contar novidades do rastreio.
O bónus foi ouvir novamente o coração do baby através do dopler. A médica estava com receio de não se conseguir ouvir, mas ouviu-se perfeitamente. Tudo bem com o baby. Batimentos normais para o tempo de gestação.
Dia 20 de Março
Comprei as primeiras calças de grávida. E o primeiro soutien de amamentação - a conselho da minha obstetra!
Aproveitou-se o aniversário do pai para contar aos amigos que estavam presentes e a alguma família, que há um novo membro a caminho. Muita felicidade. Para mim, continua o medo. De estar a contar e de alguma coisa ir correr mal, como se fosse uma consequencia de já estarmos a contar a novidade. Eu sei que é ridículo..... Mas o medo de perder o baby, de o coração parar de bater, de ele deixar de se desenvolver é superior a mim.
Dia 22 de Março
Já não sinto grande sensação de vómito. Aliás, além da barriga grande e das mamas enormes - não sinto nada de especial.
Sim, continuo a ir à casa de banho a meio da noite. E tenho algum azia e má disposição de vez em quando, mas tirando isso não sinto nada. E depois lá vêm os macaquinhos no sotão a pensar que alguma coisa não está bem. E ainda falta tanto para fazer a proxima ecografia....
sexta-feira, 15 de março de 2013
10 semanas
Ontem, dia 14 , foi dia da 1º consulta na minha obstetra.
Com o baby esta tudo bem. Nova ecografia que confirmou tudo normal para o tempo que temos. O baby mexeu-se bastante de u para distinguir as perninhas e os bracinhos e voltei a ouvir o coração a bater forte.
O meu colo do útero é que está bastante sensível e sangrou assim que ela lhe tocou. Também se deve ao facto de eu ainda colocar o projefikk via vaginal 3 x ao dia e de ter a iplantação baixa. mas nada de demasiado preocupante.
Quanto ao antibiotico para a infecção urinária, não me devo preocupar - estava bem medicada - , e as restantes análises estavam normais. Atenção apenas para a hemoglobina no limite (algo habitual) e que mais fazer começar a tomar suplemento de ferro mais cedo que o normal.
Com o enfermeiro lá me pesei e medi a tensão e também tudo dentro dos parametro normais. O peso é aquela coisa, até porque começo a gravidez com um pouco de peso a mais, muito por culpa dos tratamentos e apesar de ter perdido quase 10 quilos o ano passado.
Fez-me muito bem conversar com a Drª MJ. tirei dúvidas, expliquei os meus medos e ansiedades e ela fartou-se de "me dar na cabeça". Essencialmente mandou-me viver a gravidez, deixar de ter medo que algo corra mal a qualquer momento e aproveitar. Sou agora uma grávida igual às outras.
Entretanto também estivemos a conversar acerca de ser seguida por ela no privado, em vez de na maternidade. Vou apenas à maternidada para fazer os rastreios e as ecos de controle (as obrigatórias!).
Sendo assim, vou à maternidade fazer as análises para o rastreio bioquímico já na segunda feira dia 18, e aproveito e faço nova análise à urina para saber se já passou a infecção. E marca-se também já a eco das 12 semanas.
O baby está bem e eu estou feliz. E começou a ficar, dia após dias, menos ansiosa.
Com o baby esta tudo bem. Nova ecografia que confirmou tudo normal para o tempo que temos. O baby mexeu-se bastante de u para distinguir as perninhas e os bracinhos e voltei a ouvir o coração a bater forte.
O meu colo do útero é que está bastante sensível e sangrou assim que ela lhe tocou. Também se deve ao facto de eu ainda colocar o projefikk via vaginal 3 x ao dia e de ter a iplantação baixa. mas nada de demasiado preocupante.
Quanto ao antibiotico para a infecção urinária, não me devo preocupar - estava bem medicada - , e as restantes análises estavam normais. Atenção apenas para a hemoglobina no limite (algo habitual) e que mais fazer começar a tomar suplemento de ferro mais cedo que o normal.
Com o enfermeiro lá me pesei e medi a tensão e também tudo dentro dos parametro normais. O peso é aquela coisa, até porque começo a gravidez com um pouco de peso a mais, muito por culpa dos tratamentos e apesar de ter perdido quase 10 quilos o ano passado.
Fez-me muito bem conversar com a Drª MJ. tirei dúvidas, expliquei os meus medos e ansiedades e ela fartou-se de "me dar na cabeça". Essencialmente mandou-me viver a gravidez, deixar de ter medo que algo corra mal a qualquer momento e aproveitar. Sou agora uma grávida igual às outras.
Entretanto também estivemos a conversar acerca de ser seguida por ela no privado, em vez de na maternidade. Vou apenas à maternidada para fazer os rastreios e as ecos de controle (as obrigatórias!).
Sendo assim, vou à maternidade fazer as análises para o rastreio bioquímico já na segunda feira dia 18, e aproveito e faço nova análise à urina para saber se já passou a infecção. E marca-se também já a eco das 12 semanas.
O baby está bem e eu estou feliz. E começou a ficar, dia após dias, menos ansiosa.
segunda-feira, 11 de março de 2013
E agora uma infeção urinária...
Tudo bem, não é nada de especial e muitas grávidas têm infeções urinárias sem sintomas. Mas mesmo sabendo que a amoxicilina (antibiótico) é seguro durante a gravidez, preferia mesmo não ter de tomar nada e, principalmente não ter infeção urinária. Mas pronto. Tudo vai passar.
E ainda por cima foi detetada por acaso. Ou seja, fui fazer as análises que a médica de familia pediu, olhei para elas e pareceu-me tudo normal, principalmente quando têm os valores de referência ao lado. Mas eu não sou médica e como só tinha consulta no dia 19 de Março, e na minha obstetra dia 14, nem olhei mais para elas. Por acaso mostrei-as a uma amiga médica, apenas porque queria certificar-me da minha não imunidade à toxoplasmose. E aí é que ela me refere que eu estava com uma infeção urinária.
No dia seguinte era sábado e eu resolvi ir até à urgência da maternidade para ser medicada quanto antes - porque para falar com a médica de familia só mesmo hoje, segunda feira.
E assim fiz, a médica que me atendeu foi bastante simpática e diz que eu tinha feito bem em ir à urgência. Receitou-me antibiótico por 7 dias e depois repetir a análise. E para não ficar preocupada ou ansiosa por estar a tomar antibiótico.
E como extra, fez-me uma ecografia onde voltei a ver o embrião (9 semanas e 4 dias) e o seu coração a bater. Tudo normal.
Cá estou eu então a antibiótico e aguardo a consulta na minha obstetra para quinta-feira. Além disso continuo à espera da marcação da consulta na maternidade.
E ainda por cima foi detetada por acaso. Ou seja, fui fazer as análises que a médica de familia pediu, olhei para elas e pareceu-me tudo normal, principalmente quando têm os valores de referência ao lado. Mas eu não sou médica e como só tinha consulta no dia 19 de Março, e na minha obstetra dia 14, nem olhei mais para elas. Por acaso mostrei-as a uma amiga médica, apenas porque queria certificar-me da minha não imunidade à toxoplasmose. E aí é que ela me refere que eu estava com uma infeção urinária.
No dia seguinte era sábado e eu resolvi ir até à urgência da maternidade para ser medicada quanto antes - porque para falar com a médica de familia só mesmo hoje, segunda feira.
E assim fiz, a médica que me atendeu foi bastante simpática e diz que eu tinha feito bem em ir à urgência. Receitou-me antibiótico por 7 dias e depois repetir a análise. E para não ficar preocupada ou ansiosa por estar a tomar antibiótico.
E como extra, fez-me uma ecografia onde voltei a ver o embrião (9 semanas e 4 dias) e o seu coração a bater. Tudo normal.
Cá estou eu então a antibiótico e aguardo a consulta na minha obstetra para quinta-feira. Além disso continuo à espera da marcação da consulta na maternidade.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Um misto de felicidade, medo e muita ansiedade
No dia 27 lá se fez a ecografia dos 8 semanas. Cresceu imenso, é incrível, em relação à ultima ecografia. Ainda não ouvimos o coração, pois o Dr. S. não sabia ligar o doppler naquele ecografo, mas vimo-lo perfeitamente a piscar.
Estava tudo bem apesar dos meus medos e ansiedades. E assim tivemos alta da infertilidade, tivemos direito à primeira "foto" do nosso filho e lá pudemos ser encaminhados para a nosso médica ginecologista/obstetra. Tudo a correr bem...
No dia seguinte lá consegui uma consulta no centro de saúde, para pedir o encaminhamento para as consultas na maternidade, a insenção de taxas moderados e dar a conhecer as boas novas à nossa simpática médica de família. Ainda vim de lá com mais indicações de saúde materna e com as primeiras análises. O primeiro susto começou logo depois...
Ao ir para casa, depois de uma ida ao wc e ao limpar-me veio o corrimento habitual com um raiozinho muito ligeiro de cor rosada. Fiquei logo em "pânico". Liguei ao Dr. S. que me disse de imediato que não valia a pena ir a correr para a urgência. Mandou-me fazer repouso, repouso e repouso e continuar com o progeffik, e ligar-lhe no dia seguinte às 16h para lhe dar contas dos desenvolvimentos.
Durante aquelas 24 horas, apesar do medo e da ansiedade, não aconteceu mais nada. Mais nenhuma perda, mais nenhum indício... mas o medo comtinuava lá.
No dia seguinte - 1 de Março - lá liguei ao Dr. S. a dar-lhe conhecimento dos desenvolvimentos. Acalmou-me dizendo que devia ter sido da ecografia, que ainda tinha sido vaginal, e por causa da minha implantação baixa. Mas mesmo assim, e como sabia que eu estava preocupada, fez-me ir ter com ele, à noite, à urgência onde me fez nova ecografia - desta vez abdominal - para ver se estava tudo bem. O nosso amor pequenino lá estava com o seu coração forte a bater. E desta vez lá conseguimos ouvir. Consegui descansar e ficar feliz, mas mesmo assim continuei num repouso sudável durante todo o fim de semana.
Entretanto aguardo a marcação da consulta da maternidade. Já fiz as analises e aguardo o resultado. E mesmo assim marquei consulta na minha médica obstetra para dia 14 de Março, porque a ansiedade é muita e o medo de ue algo não esteja a corre bem continua a consumir-me.
Contnuo com medos dos abortos retidos. De que o coração do meu amor pequenino deixe de bater e que eles nos abandone.... Eu sei que é um bocado irracional, mas não consigo evitá-lo.
Numa altura de devia ser de grande felicidade eu não consigo "chegar lá" por causa deste medo e ansiedade que me acompanham.
Continuo com uma gravidez quase santa. Não tenho grandes dores, apenas ligeiríssimos enjoos e um pouco de azia, para além da vontade de ir à casa de banho com mais frequência. Continuo sem perdas de sangue.
E mesmo assim, sem nada que me leve a pensar no pior, é o pior que leva a maior parte dos meus pensamentos.
Falta uma semana para a consulta e para saber mais do nosso amor pequenino - e de preferência voltar a vê-lo e ter nova foto - mas o medo lá se continua a sobrepor à felicidade que eu ainda não consigo viver plenamente.
Será normal?? Ou sou eu que estou a ser completamente paranoica...
Estava tudo bem apesar dos meus medos e ansiedades. E assim tivemos alta da infertilidade, tivemos direito à primeira "foto" do nosso filho e lá pudemos ser encaminhados para a nosso médica ginecologista/obstetra. Tudo a correr bem...
No dia seguinte lá consegui uma consulta no centro de saúde, para pedir o encaminhamento para as consultas na maternidade, a insenção de taxas moderados e dar a conhecer as boas novas à nossa simpática médica de família. Ainda vim de lá com mais indicações de saúde materna e com as primeiras análises. O primeiro susto começou logo depois...
Ao ir para casa, depois de uma ida ao wc e ao limpar-me veio o corrimento habitual com um raiozinho muito ligeiro de cor rosada. Fiquei logo em "pânico". Liguei ao Dr. S. que me disse de imediato que não valia a pena ir a correr para a urgência. Mandou-me fazer repouso, repouso e repouso e continuar com o progeffik, e ligar-lhe no dia seguinte às 16h para lhe dar contas dos desenvolvimentos.
Durante aquelas 24 horas, apesar do medo e da ansiedade, não aconteceu mais nada. Mais nenhuma perda, mais nenhum indício... mas o medo comtinuava lá.
No dia seguinte - 1 de Março - lá liguei ao Dr. S. a dar-lhe conhecimento dos desenvolvimentos. Acalmou-me dizendo que devia ter sido da ecografia, que ainda tinha sido vaginal, e por causa da minha implantação baixa. Mas mesmo assim, e como sabia que eu estava preocupada, fez-me ir ter com ele, à noite, à urgência onde me fez nova ecografia - desta vez abdominal - para ver se estava tudo bem. O nosso amor pequenino lá estava com o seu coração forte a bater. E desta vez lá conseguimos ouvir. Consegui descansar e ficar feliz, mas mesmo assim continuei num repouso sudável durante todo o fim de semana.
Entretanto aguardo a marcação da consulta da maternidade. Já fiz as analises e aguardo o resultado. E mesmo assim marquei consulta na minha médica obstetra para dia 14 de Março, porque a ansiedade é muita e o medo de ue algo não esteja a corre bem continua a consumir-me.
Contnuo com medos dos abortos retidos. De que o coração do meu amor pequenino deixe de bater e que eles nos abandone.... Eu sei que é um bocado irracional, mas não consigo evitá-lo.
Numa altura de devia ser de grande felicidade eu não consigo "chegar lá" por causa deste medo e ansiedade que me acompanham.
Continuo com uma gravidez quase santa. Não tenho grandes dores, apenas ligeiríssimos enjoos e um pouco de azia, para além da vontade de ir à casa de banho com mais frequência. Continuo sem perdas de sangue.
E mesmo assim, sem nada que me leve a pensar no pior, é o pior que leva a maior parte dos meus pensamentos.
Falta uma semana para a consulta e para saber mais do nosso amor pequenino - e de preferência voltar a vê-lo e ter nova foto - mas o medo lá se continua a sobrepor à felicidade que eu ainda não consigo viver plenamente.
Será normal?? Ou sou eu que estou a ser completamente paranoica...
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