sexta-feira, 22 de março de 2013

Mais coisas para contar

Dia 18 de Março

Fui à maternidade. Análises para o rastreio bioquímico e para verificar se a infecção urinária já passou.
Eco das 12 semanas marcada para dia 2 de Abril - vou estar quase de 13 semanas.
Se a análise da urina ainda detetar alguma coisa eles ligam a informar. Deve ter passado, pois até hoje ninguém me ligou.
Do rastreio creio só ir saber o resultado no dia 2 de abril, juntamente com a eco.

Dia 19 de Março

Usei pela primeira vez umas calças de grávida emprestadas pela minha cunhada. Estão um bocado largas na anca e no rabo, mas sempre são mais confortáveis que as que estava a usar....
Consulta na médica de família. Quase as mesmas coisas - peso, tensão arterial, recomendações... - que já feito e ouvido na quinta feira com a obstetra. Mas não faz mal. (Tenho agora dois boletins de grávida - do centro de saúde e do paricular!) Mas não faz mal. A minha médica de famíia sabe que estou a ser seguida no particular e não lhe escondo nada destas coisas. Tudo normal, e nova cosulta marcada para o final do mês de Abril para lhe contar novidades do rastreio.
O bónus foi ouvir novamente o coração do baby através do dopler. A médica estava com receio de não se conseguir ouvir, mas ouviu-se perfeitamente. Tudo bem com o baby. Batimentos normais para o tempo de gestação.

Dia 20 de Março


Comprei as primeiras calças de grávida. E o primeiro soutien de amamentação - a conselho da minha obstetra!
Aproveitou-se o aniversário do pai para contar aos amigos que estavam presentes e  a alguma família, que há um novo membro a caminho. Muita felicidade. Para mim, continua o medo. De estar a contar e de alguma coisa ir correr mal, como se fosse uma consequencia de já estarmos a contar a novidade. Eu sei que é ridículo..... Mas o medo de perder o baby, de o coração parar de bater, de ele deixar de se desenvolver é superior a mim.

Dia 22 de Março

Já não sinto grande sensação de vómito. Aliás, além da barriga grande e das mamas enormes - não sinto nada de especial.
Sim, continuo a ir à casa de banho a meio da noite. E tenho algum azia e má disposição de vez em quando, mas tirando isso não sinto nada. E depois lá vêm os macaquinhos no sotão a pensar que alguma coisa não está bem. E ainda falta tanto para fazer a proxima ecografia....

sexta-feira, 15 de março de 2013

10 semanas

Ontem, dia 14 , foi dia da 1º consulta na minha obstetra.
Com o baby esta tudo bem. Nova ecografia que confirmou tudo normal para o tempo que temos. O baby mexeu-se bastante de u para distinguir as perninhas e os bracinhos e voltei a ouvir o coração a bater forte.
O meu colo do útero é que está bastante sensível e sangrou assim que ela lhe tocou. Também se deve ao facto de eu ainda colocar o projefikk via vaginal 3 x ao dia e de ter a iplantação baixa. mas nada de demasiado preocupante.
Quanto ao antibiotico para a infecção urinária, não me devo preocupar  - estava bem medicada - , e as restantes análises estavam normais. Atenção apenas para a hemoglobina no limite (algo habitual) e que mais fazer começar a tomar suplemento de ferro mais cedo que o normal.
Com o enfermeiro lá me pesei e medi a tensão e também tudo dentro dos parametro normais. O peso é aquela coisa, até porque começo a gravidez com um pouco de peso a mais, muito por culpa dos tratamentos e apesar de ter perdido quase 10 quilos o ano passado.
Fez-me muito bem conversar com a Drª MJ. tirei dúvidas, expliquei os meus medos e ansiedades e ela fartou-se de "me dar na cabeça". Essencialmente mandou-me viver a gravidez, deixar de ter medo que algo corra mal a qualquer momento e aproveitar. Sou agora uma grávida igual às outras.
Entretanto também estivemos a conversar acerca de ser seguida por ela no privado, em vez de na maternidade. Vou apenas à maternidada para fazer os rastreios e as ecos de controle (as obrigatórias!).
Sendo assim, vou à maternidade fazer as análises para o rastreio bioquímico já na segunda feira dia 18, e aproveito e faço nova análise à urina para saber se já passou a infecção. E marca-se também já a eco das 12 semanas.
O baby está bem e eu estou feliz. E começou a ficar, dia após dias, menos ansiosa.

segunda-feira, 11 de março de 2013

E agora uma infeção urinária...

Tudo bem, não é nada de especial e muitas grávidas têm infeções urinárias sem sintomas. Mas mesmo sabendo que a amoxicilina (antibiótico) é seguro durante a gravidez, preferia mesmo não ter de tomar nada e, principalmente não ter infeção urinária. Mas pronto. Tudo vai passar.
E ainda por cima foi detetada por acaso. Ou seja, fui fazer as análises que a médica de familia pediu, olhei para elas e pareceu-me tudo normal, principalmente quando têm os valores de referência ao lado. Mas eu não sou médica e como só tinha consulta no dia 19 de Março, e na minha obstetra dia 14, nem olhei mais para elas. Por acaso mostrei-as a uma amiga médica, apenas porque queria certificar-me da minha não imunidade à toxoplasmose. E aí é que ela me refere que eu estava com uma infeção urinária.
No dia seguinte era sábado e eu resolvi ir até à urgência da maternidade para ser medicada quanto antes - porque para falar com a médica de familia só mesmo hoje, segunda feira.
E assim fiz, a médica que me atendeu foi bastante simpática e diz que eu tinha feito bem em ir à urgência. Receitou-me antibiótico por 7 dias e depois repetir a análise. E para não ficar preocupada ou ansiosa por estar a tomar antibiótico.
E como extra, fez-me uma ecografia onde voltei a ver o embrião (9 semanas e 4 dias) e o seu coração a bater. Tudo normal.

Cá estou eu então a antibiótico e aguardo a consulta na minha obstetra para quinta-feira. Além disso continuo à espera da marcação da consulta na maternidade.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Um misto de felicidade, medo e muita ansiedade

No dia 27 lá se fez a ecografia dos 8 semanas. Cresceu imenso, é incrível, em relação à ultima ecografia. Ainda não ouvimos o coração, pois o Dr. S. não sabia ligar o doppler naquele ecografo, mas vimo-lo  perfeitamente a piscar.
Estava tudo bem apesar dos meus medos e ansiedades. E assim tivemos alta da infertilidade, tivemos direito à primeira "foto" do nosso filho e lá pudemos ser encaminhados para a nosso médica ginecologista/obstetra. Tudo a correr bem...
No dia seguinte lá consegui uma consulta no centro de saúde, para pedir o encaminhamento para as consultas na maternidade, a insenção de taxas moderados e dar a conhecer as boas novas à nossa simpática médica de família. Ainda vim de lá com mais indicações de saúde materna e com as primeiras análises. O primeiro susto começou logo depois...
Ao ir para casa, depois de uma ida ao wc e ao limpar-me veio o corrimento habitual com um raiozinho muito ligeiro de cor rosada. Fiquei logo em "pânico". Liguei ao Dr. S. que me disse de imediato que não valia a pena ir a correr para a urgência. Mandou-me fazer repouso, repouso e repouso e continuar com o progeffik, e ligar-lhe no dia seguinte às 16h para lhe dar contas dos desenvolvimentos.
Durante aquelas 24 horas, apesar do medo e da ansiedade, não aconteceu mais nada. Mais nenhuma perda, mais nenhum indício... mas o medo comtinuava lá.
No dia seguinte - 1 de Março -  lá liguei ao Dr. S. a dar-lhe conhecimento dos desenvolvimentos. Acalmou-me dizendo que devia ter sido da ecografia, que ainda tinha sido vaginal, e por causa da minha implantação baixa. Mas mesmo assim, e como sabia que eu estava preocupada, fez-me ir ter com ele, à noite, à urgência onde me fez nova ecografia - desta vez abdominal - para ver se estava tudo bem. O nosso amor pequenino lá estava com o seu coração forte a bater. E desta vez lá conseguimos ouvir. Consegui descansar e ficar feliz, mas mesmo assim continuei num repouso sudável durante todo o fim de semana.
Entretanto aguardo a marcação da consulta da maternidade. Já fiz as analises e aguardo o resultado. E mesmo assim marquei consulta na minha médica obstetra para dia 14 de Março, porque a ansiedade é muita e o medo de ue algo não esteja a corre bem continua a consumir-me.
Contnuo com medos dos abortos retidos. De que o coração do  meu amor pequenino deixe de bater e que eles nos abandone.... Eu sei que é um bocado irracional, mas não consigo evitá-lo.
Numa altura de devia ser de grande felicidade eu não consigo "chegar lá" por causa deste medo e ansiedade que me acompanham.
Continuo com uma gravidez quase santa. Não tenho grandes dores, apenas ligeiríssimos enjoos e um pouco de azia, para além da vontade de ir à casa de banho com mais frequência. Continuo sem perdas de sangue.
E mesmo assim, sem nada que me leve a pensar no pior, é o pior que leva a maior parte dos meus pensamentos.
Falta uma semana para a consulta e para saber mais do nosso amor pequenino - e de preferência voltar a vê-lo e ter nova foto - mas o medo lá se continua a sobrepor à felicidade que eu ainda não consigo viver plenamente.
Será normal?? Ou sou eu que estou a ser completamente paranoica...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não consigo (ainda) estar feliz

Muita ansiedade, medos e inseguranças é a única coisa que consigo sentir numa altura que devia estar a ser plena de felicidade. Acredito que a infertilidade me "tirou" a capacidade de conseguir viver em pleno e sem medos a gravidez.
Depois de achar que as coisas não iam correr da melhor maneira, e depois de uns dias fora para acalmar, lá chegou o dia da ecografia das 6 semanas. A tal que ia confirmar a gravidez evolutiva ou não. Dia 13 de Fevereiro, e uma enorme vontade ir finalmente saber. E de repente lá aparece o saquinho gestacional, a vesicula veitelina e um pequeno embrião com o coração a piscar. Segundo o Dr. S tudo a correr bem.
Nova eco para dia 27 de Fevereiro para ter alta da infertilidade e finalmente passar a ser acompanhada como uma grávida "normal" nas consultas de obstetricia.
Mas ainda a faltar cerca de uma semana para a nova ecografia sinto uma ansiedade enorme, um medo terrível de que algo não esteja bem. Estou sempre a pensar que a gravidez pode não ser evolutiva e que o coração do meu bébé pode ter deixado de bater, e eu estar a ter um aborto retido. Sei que penso isto, porque foi o que aconteceu há uns dois anos a uma amiga próxima, e portanto isso não me sai da cabeça,
Nunca pensei que seria assim, cheia de medos e inseguranças que ia viver o início da minha gravidez, mas é mais forte do que eu.
Não consigo estar feliz a 100%. Primeiro porque não tenho sintomas quase nenhuns, depois porque acho que tanta coisa boa e tanta felicidade é impossível e alguma coisa no meio de tudo isto vai ter de correr mal.
A sério que me esforço por ser positiva, e estar feliz, mas acho que desde que contei aos meus pais e aos meus sogros que estava grávida a ansiedade ainda aumentou mais. O medo de que algo corra mal é ainda maior. Não sei explicar....
Na quarta-feira, dia 13, quando contei aos meus pais, à minha irmã e depois aos meus sogros, foi uma enorme felicidade para todos. Nem queriam acreditar até porque não lhes tinha contado sequer sobre o tratamento. Ficaram espantados e muito, muito felizes.
E eu aqui, cheia de medo de que algo de mal esteja a contecer com o meu filho. Na verdade, não consigo viver este estado de graça em felicidade plena. Ainda não.
E ainda falta uma semana para a ecografia!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Tão perto e tão longe

Quando estamos neste modo, "em espera", fazemos as coisas mais disparatadas e sem sentido do mundo.
Tinha em casa 5 testes de garvidez que tinha mandado vir o ano passado, mas que, não cheguei a utilizar. 5 dias antes do beta marcado para dia 30 de Janeiro, ou seja a patir do dia 25 de janeiro fiz todos os dias um teste de gravidez. Para meu espanto todos deram positivo, mesmo o teste que fiz apenas sete dias depois da transferência. Confesso que só a muito custo se consegue perceber uma muito ténue linha. Mas esteve lá desde o primeiro dia. Não queria acreditar que o que tanto tinha esperado estava a acontecer. E pela primeira vez tinha um teste de garvidez com duas riscas. Não podia em mim de felicidade.
Ainda sem acreditar, e depois de ter feito o ultimo teste de gravidez que tinha em casa na terça feira, dia 29, véspera do beta hcg com duas riscas evidentes, fiz um teste Clearblue Digital na terça à tarde. Novamente o resultado: grávida 1-2 semanas. Era praticamente oficial. Estava finalmente grávida!
Apesar dos testes positivos a ansiedade na quarta-feira de manhã durante a espera do resultado do beta hcg manteve-se. Até me senti mal... De renpente aparece a bióloga R. a perguntar se eu já sabia alguma coisa. Dise-lhe que não e ela prontamente disse que ia ver, pois o resultado devia já ter saído. Aparece com um sorriso nos lábios e as palavras que eu tanto queria ouvir: "Parabéns, está grávida!".
Esperei ainda para falar com o Dr. S. que apesar do pouco tempo resolveu fazer uma ecografia, mais para ver o estado dos ovários obviamente hiperestimulados e maltratados do tratamento, do que outra coisa qualquer. Vimos os ovários e um pontinho preto que tudo indicava ser um saco gestacional.
Vim para casa, feliz da vida e com a indicação de voltar na próxima quarta-feira, dia 6 de Fevereiro, para a eco das 5 semanas e ver se estava tudo a correr bem.
Foram dias de ansiedade, claro, mas de uma enorme felicidade. Na sexta-feira ansiosa por não saber nada, e nada mais sentir do que o peito inchado e um pouco dorido e as pontadas no útero, voltei a fazer um teste clearblue digital. Volta a aparecer: grávida, desta vez de 2-3 semanas. Estava a evoluir e eu continuava feliz.
Entretabto na segunda feira começam os medos habituais, a ansiedade e uma preocupação enorme. O facto de as coisas poderem não estar a correr bem não me saia da cabeça. Só dizia: "E se amanhã o Dr. S. não vir lá nada?".
A noite de terça para quarta foi terrível. Acordei às 5 da manhã e já não consegui voltar a dormir. Às 8h já estava à espera para fazer a ecografia. Entrei faltavam uns minutos para as 9h. Novamente uma ansiedade terrível e um sentimento de "mãe" de que alguma coisa estava prestes a correr mal. Além disso pela primeira vez sinto que o meu peito já não me doi. Para mim mais um sinal de que as coisas não estavam a correr bem.
Fazemos a ecografia e o Dr. S. só diz que não consegue ver nada. O meu mundo cai naquele momento e eu só pensava em como essa ideia não me abandonava há alguns dias.
Manda repetir a beta hcg para se saber se a gravidez está ou não a evoluir e manda-me aguardar resultados. Entretanto fiquei a saber que a 1º beta hcg tinha tido um valor de 106, normal para uma gravidez, e logo depois de tirar o sangue para análise só consigo ir para o carro e chorar.
Penso em como tinha preferido ter tido logo um negativo do que um positivo com este desfecho. Estou triste, desolada e só penso que ainda bem que não tinha dito a ninguém que estava grávida. Penso na injustiça. Não na injustiça da infertilidade, com a qual eu já aprendi a viver, mas a injustiça de nos darem uma coisa, de nos deixarem sonhar, acreditar e depois, de repente nos tirarem tudo.
De volta ao consultório, cerca de 1h30 depois, o Dr. S. lá me chama para dizer que a beta aumentou para 932. Estava a evoluir dentros dos parâmetros, apesar de lentamente. Mas estava a evoluir. E que era então natural não se ter visto nada na ecografia, pois era quase impossível com valores de bhcg inferiores a 1000 unidades por mililitro. Mandou-me ir para casa, manter a medicação e voltar para a semana, dia 13 de Fevereiro, que então já deveriamos ver alguma coisa.
Perguntei-lhe se podia ficar mais "descansada" dentro dos riscos normais de uma gravidez de tão pouco tempo. Disse-me que sim, que estava a evoluir e que enquanto continuasse a sentir alguns sintomas como o peito dorido e as idas à casa de banho, era bom sinal.
Mas quem consegue ficar calma. Quer fosse por ele não ter visto nada na ecografia, quer pelo evolução lenta do beta hcg não consegui ficar descansada. E só penso que o meu amor pequenino não vai evoluir. E que tudo vai acabar ainda antes de ter começado.
A cabeça não para e a ansiedade volta a tomar conta de mim. Entretanto à noite volto a sentir o peito dorido e tive pela segunda vez (a primeira tinha sido um ou dois dias antes) volto a ter a sensação de vómito.
Quinta de manhã, dia 7 de Fevereiro, resolvo ir fazer novo beta hcg ao laboratório aqui perto de casa para ver se a gravidez continua a evoluir. Desta vez o resultado é de 1700 e qualquer coisa. Vale o que vale, pois é feito num laboratório diferente, mas os números enquadram-se dentro da tabela para as 5 semanas de gestação. Fico ligeiramente menos ansiosa.
Entretanto consigo marcar consulta com a minha ginecologista obstetra. O valor do beta hcg era superior a mil e tinha de ser possível ver alguma coisa na ecografia.. Fui até lá num estada enorme de ansiedade (e logo eu que sou a pessoa menos ansiosa e menos complicada do mundo!), e lá lhe explico o sucedido.
Faço nova ecografia onde agora sim, se vê um pequeno saco gestacional. Nem mesmo assim consigo ficar calma.
O saco gestacional mede apenas 3mm, o que está dentro dos parâmetros para uma gravidez de 4 semanas e não de 5 semanas. Segundo a G.O. pode não querer dizer nada, porque os números valem o que valem e há sacos gestacionais que têm evoluções fora do normal de uma semana para outra.
No entanto a implantação era um bocadinho baixa, mas que isso não era impeditivo de uma gravidez de termo. Via-se à volta do saco gestacional uma mancha que mostra que a implantação estava a ocorrer (em palavras de leiga a agarrar-se!).
Disse-me que em tão pouco tempo tudo poderia acontecer. Que não estivesse a pensar nos valores da beta hgc, pois estava a haver evolução. E que quanto ao tamanho do saco gestacional, só a próxima ecografia com o Dr. S., nos poderia trazer mais respostas.
Portanto nem sim, nem não. O que eu sei é que há uma gravidez comprovada pelo beta hcg e a evoluir ainda que lentamente. E há um saco gestacional pequeno para o tempo de garvidez a implantar-se no útero. Não tive - até ao momento - nenhuma perda de sangue. Continuo com o peito dorido, principalmente à noite. Vou muitas vezes à casa de banho e levanto-me para fazer xixi durante a noite, coisa que nunca me acontece. Tenho tido alguns vómitos, sem nunca ter chegado a vomitar, pelo menos 1 vez por dia. Estas são as minhas certezas.
Não sei se vai ficar tudo bem. Não sei se isto tudo poderá ser apenas um susto. Não sei se há embrião a desenvolver-se dentro do saco gestacional. Não sei se esta gravidez vai continuar a evoluir, ou se na próxima semana tudo terá chegado ao fim. Tenho apenas um monte de incertezas e dúvidas, e coloco tudo nas mãos de Deus, porque na verdade não há nada que eu possa fazer para que tudo isto tenho o desfecho que eu tanto quero.
Infelizmente não tenho grande esperança. Sou demasiado objetiva e sensata para perceber que são demasiados indícios de que algo não está bem. E tenho muita, muita pena.
Ao mesmo tempo só quero ter respostas o mais rápido possível para poder seguir em frente, seja qual for o desfecho.
É lixado ter um tratamento falhado. Custa mesmo muito. Mas isto, esta incerteza e esta dúvida constante, este positivo sem grandes expectativas é muito, mas muito pior...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A espera

Já se passou a punção. E já se passou a transferência. Neste momento 2 embriões estão comigo. E eu aguardo.
No dia da punção, dia 16 de Janeiro foram-me retirados 7 ovócitos. A punção foi difícil, demorou o triplo do tempo habitual porque, segundo o médico os meus ovários "fugiam" de cada vez que os tentavam puncionar para retirar os ovócitos. Foi preciso que as enfermeiras me fizessem pressão na barriga para ajudar no processo. Acordei cheia de dores - coisa que nunca tive na 1º punção - e tive de ser medicada. Depois tive ainda uma quebra de tensão quando fui à casa de banho e estava a ver que caía redonda no chão. Valeu-me o meu bom senso de chamar a enfermeira e de colocar imediatamente a cabeça entre as pernas. Como se não bastasse, nunca mais tinha contade de fazer xixi (não nos deixam vir embora sem fazer xixi) e levei dose reforçada de soro e ainda uma medicação qualquer. Resultado, quando deu resultado, tive de ir ao wc de 10 em 10 minutos...
Mais uma vez termos tido uma taxa de fecundação de 100%, mas, ao fim de 24 horas 2 dos embriões foram logo eliminados por estarem com anomalias genéticas. Ficaram 5.
Fizemos a transferência dois dias depois, na sexta-feira dia 18 de Janeiro, de 2 embriões de, segundo a bióloga de excelente qualidade. Ficaram 2 para observação até ao 5º dia para serem congelados e outro foi eliminado por estar com celulas anormais e com fragmentação.
Entretanto vim para casa com 5 dias de repouso e calma. Ao fim desse tempo uma vida normal sem esforços e sem me cansar, tal qual como se estivesse grávida.
Entretanto os nosso embriões que ficaram em observação acabaram também por ser eliminados e mais uma vez ficamos sem nenhuns para congelar. Queria muito ter ficado com essa "rede" de segurança, mas há coisas que não pudemos controlar.
Tenho algumas dores e pontadas, mas nada de especial. Não sei o que sentir. Não quero ser negativa, mas sei o que custar saber que não conseguimos o positivo. Passei por isso uma vez e gostava de não voltar a passar. Está nas mãos de Deus, e eu só posso mesmo esperar por dia 30 de Janeiro para fazer o exame de sangue que dirá o veredito.
Continuo à espera. E esta espera "mata-me!"