domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Optimismo

Sempre fui uma pessoa altamente optimista. Segundo algumas pessoas optimista até demais. Tento sempre ver boas intenções nas outras pessoas, o outro lado das coisas que correm mal.
Há quem diga que este meu optimismo é também muita ingenuidade. Provavelmente!
Mas o que realmente me custa é lêr as coisas que já publiquei neste blogue, e ver tão pouco optimismo. Nem parece que é escrito por mim...

Queria ser mais optimista em relação a esta questão! Mas simplesmente não sou capaz. Queria poder acreditar que vai acontecer, mas tenho medo de nunca vir a acontecer. Sinto que apesar do optimismo tenho de preparar uma parte de mim para a possibilidade de não vir a ter filhos biológicos, e que essa parte de apoderou de mim, e escondeu o meu optimismo naural.
Este medo, está a vencer-me! E eu não posso deixar isto acontecer.

Portanto, aqui fica uma resolução de ano novo (um pouco atrasada, é certo!)
NÃO DEIXAR QUE O MEDO ME VENÇA! RECUPERAR O MEU OPTIMISMO!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A dualidade que vai na minha cabeça...

Estou no 26º dia do ciclo. Um ciclo em que havia um folículo que, segundo a GO, poderia ou não amadurecer e libertar-se.
Mesmo assim tentamos. Não desperdiçamos uma possível, ainda que remota, possibilidade.
Enfrento neste momento sentimentos opostos.
Se por um lado desejo que a menstruação venha o mais rapidamente possível para poder recomeçar um ciclo de tratamentos, onde ouça a GO a dizer "tens folículos bons, treina muito!", por outro lado posso viver estes dias a pensar, sonhar, imaginar que poderei estar grávida. Posso passar estes dias a falar para o bébé, a fazer festas na minha barriga inchada de tanta hormona tomada no ultimo ano.
Acho que sinto o peito mais inchado e dorido. Mas não sei se é real, ou fruto da minha imaginação. Acho que vou à casa de banho muito mais vezes, sem ter aumentado a quantidade de líquidos que bebo, mas mais uma vez não sei se isto é real, ou se é o meu corpo a pregar-me partidas.
Se tentar analisar isto com cabeça fria, reconheço que estou a interpretar determinados sinais (imaginários ou não) da maneira que mais me convém.
Sinto-me com poucas forças para travar esta luta. Eu sei que não dura à muito tempo, mas muitas vezes penso quanto tempo serei capaz de a travar. 2 anos, 5 anos, 10 anos, 20 anos?
Não sei se sou capaz! Não sei se prefiro render-me à minha condição de mulher com problemas de fertilidade e andar normalmente com a minha vida sem pensar em filhos. Não sei se quero passar por tudo isto doze vezes ao ano, anos e anos a fim.
E são os bébes queridos dos outros, as conversas dos netos que já existem, o olhar de piedade, e as palavras da praxe... vais ver que vão conseguir!
A desilusão custa-me tanto neste momento, que prefiro esperar 40 dias que me venha a menstruação, a fazer um teste de gravidez que dê negativo. Quando vejo apenas a risca de controle naquela porcaria sinto-me a pessoa mais infeliz do mundo. Custa-me 100 vezes mais do que quando me vêm o periodo.
Ainda só estou no 26º dia do ciclo. Por enquanto continuo, por breves segundos ao longo do dia a imaginar que, se calhar está ali o meu tão desejado bébé. Depois abano a cabeça e digo para mim mesma: " Pára com isso!" e continuo com a minha vida.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Dias Difíceis

Quando crescemos com esta vontade louca de ter um filho torna-se ainda mais difícil de tentar superar e compreender a infertilidade.
Apesar de há uns meses para cá ter deixado de fazer o mínimo tabu acerca do assunto, isso não torna a minha dor e o meu sofrimento menor. Bem pelo contrário. Ao tentar mostar-me forte a falar acerca do assunto, escondo as minhas fragilidades e segurança.
Ultimamente a questão dos bébés não tem sido muito fácil. Há minha volta estão a aparecer como "cogumelos". Parece que todos estão a planear bébés e a consegui-los sem grandes dificuldades. Fico feliz por eles...Mas ao mesmo tempo ainda mais incompreendida.
Cada vez me custa mais.
Pensei que depois de 3 meses de pilula e com este ciclo de Dufine ia ter boas notícias. Eu merecia boas notícias. Mas não.
Ao 11 dia do cilco, na ecografia de controle a GO apenas descobriu 1 folículo com 1.3mm, que, segundo palavras dela "podia ou não amadurecer". Segundo a minha ginecologista, ao menos os ovários pareciam bem melhor, e "não havia estragos". Pode não haver estragos, mas continuam parados, impávidos e serenos, e eu continuo sem ao menos durante o resto do ciclo pensar, sonhar ou imaginar uma possível gravidez.
Apenas vou tomar dufine mais uma vez, no próximo ciclo. Depois passamos às injecções.
E eu pergunto-me todos os dias porque é que tenho de passar por isto.
Porque é que ter um filho foi sempre tão importante para mim? Porque é que sempre me imaginei grávida e com filhos?
O pior de ter deixado de ter este tema como tabu, é que deixou de ser uma problema meu e do M. Passou a ser um problema de toda a família. E são os "paninhos quentes" que agora põem à minha volta. Quase que me irrita mais que a propria infertilidade.
E é a festa dos 4 anos da minha sobrinha no sábado. Eu não quero ir. Não quero ver o JM, nem a MI, nem o G, nem o J.Não quero ir, mas não posso faltar.
Têm sido mesmo dias difíceis!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mais do mesmo

Lá fui eu, sozinha e esperançada à primeira consulta de 2009.
Afinal as novidades não foram muitas, e não foram boas, nem más. Mais do mesmo. E aquilo que eu e a GO já tinhamos falado anteriormente.
Recomeçar o cocktail de comprimidos - Dufine, Estrofen e Duphaston, desta vez sem pausa, depois de 3 meses de Diane 35.
Ou seja recomeço hoje, ao 2º dia do ciclo a tomar esta tralha toda, com esperança que os meus ovários tenham vontade de produzir alguns folículos.
Dia 22 ou 23 de Janeiro lá vou eu para a ecografia de rotina, para ver se há ou não folículos. A partir daí poderei ter um mês de esperanças renovadas e de alguma ansiedade, ou, logo à partida saber que as hipóteses de engravidar serão reduzidas.
Novos e possíveis passos a dar, só depois dessa ecografia e dos seus resultados.

(Queridos ovários: Tiveram descansados durante 3 meses, sem terem que trabalhar e a serem "alimentados". Vejam lá se depois da pausa vêm com vontade e forças para trabalhar bem. Pensem bem. Se trabalharem bem só desta vez, pode ser que nem precisem de voltar a trabalhar este ano. Que acham? Temos acordo?)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Um Novo Ano...

Há já muito tempo que aqui não venho, mas também não tenho nada de novo para contar.
O plano inicial de tomar a pílula apenas durante dois meses, alterou-se para três, devido à epoca natalícia, pouco dada para se andarem a fazer induções e consequentes ecografias de controle.
Amanhã acabo o terceiro ciclo com a pílula e tenho nova consulta de ginecologia.
É da maneira que começo este novo ano com esperança renovada neste bébé tão desejado.
No fundo tento não pensar muito nisto.
O ano de 2008 que agora acabou foi um ano muito difícil, complicado e que não me deixou nenhuma boa recordação, principalmente a nível profissional. De tal maneira em que houve alturas que até fiquei contente por estar a tomar a pílula, e por saber que não iria conceber o meu bébé neste ano que me marcou tão negativamente.
Como qualquer novo ano merece, aguardo 2009 cheia de esperança e de vontade de concretizar o meu sonho mais desejados.
Bom Ano para todos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

1 Ciclo

Acabei hoje o primeiro dos dois ciclos de pilula que tenho de fazer antes de iniciar novamente os tratamentos.
Só anseio pelo dia 9 de Dezembro, em principio o dia que terei consulta e em que vamos delinear a nova estratégia.
Agaudo agora a menstruação, com nova caixa de pilulas à mão!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

1 ano

Há um ano escrevi isto.
Já passou um ano. Entretanto já se passou tanta coisa.
Acredito que se esta criança ainda não veio, é porque seria impossível para mim lidar com ela nesta fase difícil que estou a viver.
Acredito que não engravidei ainda porque não era a altura. Porque era impossível gerar ou criar uma vida a viver neste caos em que me encontro actualmente.
É preciso arrumar a vida e a cabeça para um beber poder vir. E acredito que o facto de ainda não ter engravidado, foi Deus a mandar-me um sinal de que este bebé virá depois desta tempestada que tenho vivido, e que, uma parte dela, terá o seu fim amanhã.
Fico à tua espera....